30 de mai. de 2011

IRMANDADE DO ROSÁRIO DOS PRETOS


Características

A igreja teve sua construção iniciada em 1704 como uma obra da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho. É uma construção imponente, à qual se tem acesso por um pequeno adro gradeado, e possui um corpo central em dois pavimentos, coroado por um frontão de empenas em volutas, e ladeado por campanários cujo arremate é um coruchéu em bulbos superpostos. Ao rés-do-chão existem cinco portas, sendo que a central é mais ampla e emoldurada por um discreto frontispício, e acima delas, cinco janelas de delicado desenho.
O interior tem uma rica decoração em entalhes e azulejos pintados com cenas diversas. Os altares são em estilo neoclássico, e ostentam finas estátuas do século XVIII, de Nossa Senhora do Rosário, Santo Antônio de Cartegerona e São Benedito. Nos fundos da igreja existe um antigo cemitério de escravos. Preservando sua história ligada aos negros, a liturgia dos cultos faz uso de música inspirada nos terreiros de Candomblé. Nas datas comemorativas de Santa Bárbara e Iansã a igreja é o ponto central dos festejos.
Origens da devoção a Nossa Senhora do Rosário

A devoção a Nossa Senhora do Rosário tem sua origem entre os dominicanos, por volta de 1200. São Domingos de Gusmão, inspirado pela Virgem Maria, deu ao rosário sua forma atual. Isto pode ser comprovado em episódios revelados em sua iconografia. A primeira irmandade do rosário foi instituída pelos dominicanos em Colônia (Alemanha), em 1408. Logo a devoção se propagou, sendo levada também por missionários portugueses ao Reino do Congo.
[editar]A irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Brasil

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao Brasil no século XVI. Em Santos, a igreja matriz já tem como padroeira Nossa Senhora do Rosário. No século XVII, esta mesma imagem de Nossa Senhora é a padroeira principal de Itu, Parnaíba e Sorocaba.
A partir do fim do período colonial, as irmandades do Rosário passam a ser constituídas pelos "homens pretos".
No Brasil, ela foi adotada por senhores e escravos, sendo que no caso dos negros ela tinha o objetivo de aliviar-lhes os sofrimentos infligidos pelos brancos. Os escravos recolhiam as sementes de um capim, cujas contas são grossas, denominadas "lágrimas de Nossa Senhora", e montavam terços para rezar.
Registra-se as seguintes datas de fundação das Irmandades dos Homens Pretos:
1640 - Rio de Janeiro (cidade), Rio de Janeiro
1708 - São João del-Rei, Minas Gerais
1711 - Cidade de São Paulo. Sede atualmente localizada no largo do Paiçandu, região central. A entidade foi criada para abrigar a religiosidade do povo negro, impedido de freqüentar as mesmas igrejas dos senhores, e resiste à urbanização, mantendo em seu calendário uma devoção secular a Nossa Senhora do Rosário. São realizadas procissões, novenas e rezas do terço, despertando o interesse dos que transitam pelas proximidades da avenida São João e da avenida Rio Branco.
1713 – Cachoeira do Campo e Sabará, Minas Gerais
1715 – Ouro Preto, Minas Gerais
1728 – Serro, Minas Gerais
1754 - Viamão, Rio Grande do Sul
1771 - Caicó, Rio Grande do Norte
1773 - Mostardas, Rio Grande do Norte
1774 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul
1796 - Salvador, Bahia
1782 – Paracatu, Minas Gerais

A Irmandade do Rosário possuía a seguinte hierarquia: a Mesa Administrativa, o Conselho de Irmãos, a Coorte e o Estado Maior com suas Guardas. Em alguns lugares, devido à perseguição promovida pelo clero, algumas destas irmandades desvincularam-se da Igreja Católica. Mais recentemente, em algumas dioceses há uma reaproximação, através da Pastoral Afro-Brasileira.
Com quase três séculos de existência, a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos é uma referência para movimentos de consciência negra, porque apresenta uma tradição religiosa que remonta aos tempos dos primeiros escravos.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos: sua construção foi iniciada nos primeiros anos do século 18 pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho. A fachada, com frontão rococó, reúne trabalhos delicados e belíssimas torres. Destacam-se em seu interior os painéis de azulejos, os altares neo-clássicos e três imagens do século 18 - de Nossa Senhora do Rosário, São Antônio de Cartegerona e São Benedito. Nos fundos, localiza-se um antigo cemitério de escravos.

27 de mai. de 2011

A História das Jornadas


A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo.
Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: "Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja." (…) Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela. Em 1991, 1 500 000 participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.
Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário dasMontanhas Rochosas.
O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Manila nas Filipinas, 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo.
Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas. O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude. Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.
A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: "Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens."
A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia na Alemanha (XX Jornada Mundial da JuventudeXX Weltjugendtag Köln 2005 em alemão), foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto.
Em 15 de julho de 2008, em Sydney na Austrália, iniciou-se a XXIII Jornada Mundial da Juventude sob o tema: "Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas" (At 1, 8). Em 20 de julho, na missa de encerramento, o Papa convocou os jovens do mundo todo para a XXVI Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri na Espanha.

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Jornada Mundial da Juventude

Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985, e consiste numa reunião de dezenas de milhares de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento é celebrado a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua penúltima edição, na Alemanhaem 2005, reuniu cerca de um milhão de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, "…a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo." Iniciou-se no dia 15 de Julho de 2008, a última Jornada, em Sydney, e durou 5 dias.

23 de mai. de 2011

Irmã Dulce é beatificada em Salvador


A religiosa baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, conhecida como Irmã Dulce (1914-1992), foi beatificada em cerimônia neste domingo (22) em Salvador.Conhecida como “anjo bom da Bahia” em razão de seu trabalho assistencial, Irmã Dulce passa a ostentar a denominação de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres. Com a beatificação, fica a um passo de receber o título de santa pela Igreja Católica Apostólica Romana, principal ramo do catolicismo no País. 
Foto: AEAmpliar
Fiéis acompanham a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce em Salvador
A beatificação é a etapa que antecede a canonização - o título de santa será concedido caso haja comprovação, com aval do Vaticano, de mais um milagre atribuído à religiosa. O beato é tido pelo Vaticano como exemplo para fiéis católicos pelo mundo.
Em outubro de 2010, o Vaticano reconheceu o primeiro milagre intercedido por Irmã Dulce, cujos detalhes foram divulgados na semana passada. A freira teria motivado a recuperação de uma mulher sergipana, desenganada após sofrer 28 horas de hemorragia durante o parto.
Para a Igreja Católica, uma graça é considerada milagre se atender a quatro pontos: instantaneidade (graça alcançada logo após o pedido), perfeição (atendimento completo do pedido), durabilidade e permanência e suposta não-explicação pela ciência.
Cerimônia sob chuva
A celebração deste domingo, sob chuva forte em alguns momentos, reuniu milhares de católicos no parque de exposições de Salvador. Começou por volta das 14h, com uma apresentação artística. A missa teve início por volta das 17h, com cerca de 500 religiosos, entre padres, arcebispos, bispos, diáconos e seminaristas.
A beatificação se confirmou com a leitura de carta do papa que inscreveu Irmã Dulce na relação de santos e beatos da Igreja Católica. Houve ainda o anúncio da data de 13 de agosto como dia de celebração da festa litúrgica da beata.
Com a beatificação de irmã Dulce, o Brasil passa a contar com cerca de 70 beatos, candidatos potenciais a santos. Considerada a maior nação católica do mundo, com 73% da população católica pelo Censo 2000, o Brasil tem apenas um santo nascido no País, o Frei Galvão (1739-1822), canonizado em 2007 pelo papa Bento 16.
Bento 16 deu sequência à linha de seu antecessor, João Paulo 2º (1920-2005), beatificado neste mês e que fez da proclamação de santos uma forma de evangelização. “O Brasil precisa de santos, muitos santos”, é uma frase atribuída ao antecessor de Bento 16.

10 de mai. de 2011

BEATIFICACAO DE IRMA DULCE A SANTA DA BAHIA


Não só baianos, mas pessoas de todo o Brasil demonstram vontade de participar da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce, prevista para o próximo dia 22, a partir do meio-dia, no Parque de Exposições de Salvador. O evento é organizado para 70 mil pessoas. Há caravanas de diversos Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, entre outros, que foram cadastradas pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid) para receber os ingressos.
A entrada é gratuita mediante a apresentação do ingresso. Este está sendo repassado aos interessados, em sua maioria, pelas paróquias de cada bairro ou cidade e pela rádio Excelsior. A assessora de marketing da Osid, Mariana Pimentel, informou que 20 mil foram distribuídos entre paróquias de Salvador e 10 mil para as de fora do Estado.
Mariana não soube precisar o número de caravanas que se cadastraram até o momento. Mas informou que há também uma grande demanda de cidades do interior da Bahia. Na segunda-feira, o diretor de teatro Maicon Alisson dos Santos, 26 anos, fez questão de sair de Simões Filho, onde mora, para pegar o ingresso na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, futuro Santuário de Irmã Dulce (Largo de Roma).
Maicon, que é espírita, reconhece Irmã Dulce como exemplo de humildade e doação para os necessitados. "Ela sempre colocou o outro como foco, trabalhou para servir a Cristo. É um exemplo para todos, independente de sua religião. Ela enfrentou dificuldades físicas, sociais e nunca desistiu por nada", disse.
Distribuição
Em Salvador, os ingressos podem ser retirados nas paróquias, na rádio Excelsior (Garcia) ou na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Cada cidadão pode pegar um par de ingresso, basta apresentar a identidade.
Em outras cidades, as paróquias que já se cadastraram no cerimonial devem procurar a Cúria Diocesana de Salvador para retirar os tíquetes. Responsáveis pelas caravanas de outros estados podem pegá-los na Igreja Ascensão do Senhor, no Centro Administrativo da Bahia.
Para quem vai à cerimônia de beatificação, Mariana afirma que será oferecido toda a estrutura necessária para assistência, segurança, alimentação, transporte e serviços públicos em geral. Ela lembra que haverá apenas sete mil cadeiras e serão destinadas para autoridades e religiosos. "Aconselho que as pessoas levem banquinhos, protetor solar e sombrinhas para melhor conforto", diz.
Celebração 
Os portões do Parque de Exposições serão abertos ao meio-dia. Às 14h, haverá apresentação artística com cerca de 700 alunos do Centro Educacional Santo Antônio, contando a vida e a obra de Irmã Dulce. A missa começa às 17h.
Cerca de 500 sacerdotes estarão entre os participantes. O evento conta também com um coral de 206 integrantes e a banda da Polícia Militar, com 50 músicos.(Agência A Tarde)

3 de mai. de 2011

BEATO JOÃO PAULO SEGUNDO

João Paulo II foi beatificado neste domingo (1) em uma cerimônia emocionante. Agora ele é o beato João Paulo II, mas para a multidão já é santo. Karol Woitila foi beatificado diante de mais de um milhão de pessoas de várias partes do mundo em um ritual solene, com a proclamação em latim.

O papa Bento XVI vestia os paramentos do amigo. Na fachada da Basílica, a imagem de um papa ainda jovem, em uma foto de 1995. A freira que teria recebido o milagre por intermédio dele, Irmã Marie Simon Pierre, levou ao altar a relíquia, uma ampola com o sangue de João Paulo II.

Bento XVI, que encurtou os tempos previstos pelo direito canônico para a beatificação, disse que seis anos atrás, no funeral, já se sentia o perfume da santidade.

O papa Ratzinger lembrou os 23 anos em que viveu ao lado de João Paulo como um colaborador muito próximo. Elogiou a profundidade espiritual do papa beato e destacou a riqueza das suas intuições.

Ao todo, 800 padres e cem cardeais concelebraram a missa. Levaram a comunhão até a via da conciliação. A multidão que tinha enfrentado chuva, neste domingo ficou debaixo de um sol forte também para prestar homenagens aos restos mortais do papa polonês. O caixão está exposto na Basílica, com uma edição medieval muito rara do evangelho de Lucas e João.

Dez mil brasileiros estavam presentes à cerimônia. “Eu não esperava estar aqui, mas foi uma emoção única. É isso que vamos levar para a eternidade”, disse uma brasileira.