5 de set. de 2014

Adote um cristão de Mossul:

 Saiba como ajudar nesta campanhaShare on facebook

Lançada campanha em apoio aos cristãos iraquianos que foram obrigados a abandonar as próprias casas e bens
Da redação, com Rádio Vaticano
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São necessários cinco euros por dia para manter uma pessoa no Iraque / Foto: AsiaNews
A trágica situação vivida pelos cristãos no Iraque e os contínuos apelos em seu favor por parte do Papa Francisco motivaram a Agência Asianews, ligada ao Pontifício Instituto das Missões (PIME), a lançar a campanha “Adote um cristão de Mossul”. Os recursos recolhidos serão enviados ao Patriarcado de Bagdá, que fará a distribuição segundo as necessidades das famílias.
O texto da campanha lançada no site explica que são necessários cinco euros por dia para manter uma pessoa no Iraque.
“Os leitores e amigos da Asianews são convidados a contribuir”, indo “além da simples indignação e condenação”, expressando desta forma concreta, “a solidariedade e o apoio aos cristãos iraquianos”.
Para o Patriarca dos Caldeus, Dom Louis Raphael Sako, “ajudar os cristãos nesta emergência, mantendo-os no Iraque, é mais importante do que fazê-lo fugir para o exterior. O Iraque e o Oriente Médio necessitam do testemunho dos cristãos”, reitera.
Dom Sako definiu a fuga dos cristãos de Mossul e Qaraqosh, na Planície de Nínive, no Iraque, como uma “catástrofe humanitária, que corre o risco de se tornar um verdadeiro genocídio”.
De fato, mais de 100 mil pessoas foram obrigadas pelos jihadistas do Estado Islâmico a abandonar as próprias casas e bens, e fugir rumo ao Curdistão. “Um êxodo, uma verdadeira Via Crucis, com os cristãos sendo obrigados a caminhar no tórrido verão iraquiano… entre eles, doentes, idosos, crianças, mulheres grávidas, com necessidade de comida, água e assistência…”, disse Dom Sako.
As milhares de famílias cristãs foram obrigadas a fugir, ameaçadas de morte pelos jihadistas caso não se convertessem ao Islã ou se recusassem a pagar a ‘jiziya’, a taxa imposta pela Sharia’ aos “infiéis”. Na fuga, foram obrigados a abandonar tudo.
Diante desta tragédia, o Papa Francisco continua a enviar mensagens de solidariedade e apelos à comunidade internacional, para que atue no sentido de deter as violências e os abusos contra as minorias locais.
Há várias possibilidades de colaborar com essa campanha, todas em nome da “AsiaNews – Adotta um cristiano di Mosul”:
- Via Caixa Postal n. 45443009
direcionado ao “Pontificio Istituto Missioni Estere” (Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras), referente a “AsiaNews – Adotta um cristiano di Mosul”
- Via Depósito Bancário à AsiaNews – C/C 6152510434/77
Presso Banca Intesa – Filiale 499 Via G. Carini 32/D – 00152 Roma RM
Coord Bancarie: Z 03069 05078 615251043477
Coord. Iban: IT35 Z030 6905 0786 1525 1043 477
Swift Code: BCI TIT MM
Referente a “AsiaNews – Adotta um cristiano di Mosul”
- Via cheque nominal, endereçado a:
AsiaNews c/o PIME
Via Guerrazzi 11
00152 Roma RM
Italia

Igreja Universal realiza celebração ecumênica com padres no Templo de Salomão: “Num só propósito”


A Igreja Universal do Reino de Deus, crítica ferrenha da Igreja Católica, abriu as portas do Templo de Salomão para padres e outros líderes cristãos, no que chamou de “encontro multidenominacional”.
No encontro, “ministros e dirigentes de outras igrejas [...] de várias cidades brasileiras” foram recepcionados pelo bispo Edir Macedo, que afirmou aos presentes que a reunião era uma “reconvocação para ministrar a Palavra de Deus”.
site oficial da denominação reproduziu o depoimento de três padres que visitaram o megatemplo de R$ 680 milhões: “Estava curioso por vir aqui, e foi um privilégio receber este convite. Como em Israel o Templo não existe mais fisicamente e só ouvimos falar dele na Bíblia, agora podemos ver com nossos próprios olhos”, comentou o padre Cássio Fernando, da Capela do Espírito Santo, em Vinhedo, interior de São Paulo.
O padre Paulo Correia, que acompanhava Fernando, disse que era “uma honra louvar a Deus na casa de outros irmãos que pregam e vivem a Palavra de Deus”. O mesmo pensamento foi expresso por outro padre, Joelson Rocha: “[É um] maravilhoso momento na presença de Deus”.Além dos padres, estiveram presentes representantes de outras igrejas evangélicas, como o missionário Josenildo Adelino, pastor e membro do Conselho Federal das Assembleias de Deus: “A Universal faz valer o seu nome com essa reunião, unificando aqui, hoje, todas as igrejas com o foco no serviço a Deus, que olha por todos nós”.No altar do megatemplo, trajando quipá e talit (elementos ritualísticos do judaísmo) e ostentando a longa barba branca, o bispo Edir Macedo afirmou que falta ênfase na pregação da mensagem da Salvação.
Em sua conclusão, pediu a Deus que promova a união das igrejas em torno do Evangelho: “Peço não apenas pela Universal, mas por toda a nossa Igreja. Se alguém de outra denominação ganha uma alma para o Senhor, é mais um que luta contra o inferno. Temos esse pensamento unânime, que Jesus volte o mais rápido possível. Mas sabemos que ainda há gente que não ouviu falar de Ti, então, use-nos, os que estão aqui e os que não puderam vir”.

Acarajé é nutritivo e traz benefícios à saúde, mas não exagere

Apesar do alto valor calórico, o quitute baiano pode fazer parte da dieta. Porém, é preciso cuidado com as combinações

Acarajé (Foto: Divulgação Hapvida)
Amado pelos baianos e considerado patrimônio cultural do país, o acarajé é mais do que um prato típico. Está no DNA da Bahia. O bolinho é preparado com feijão fradinho, cebola, alho e frito no azeite de dendê, além de levar recheios como vatapá, pimenta e camarão seco. Uma deliciosa mistura que, consumida com moderação, pode trazer benefícios à saúde. Mas é bom não exagerar e ficar atento às combinações pesadas e ao modo de preparo.
Para a nutricionista do Hapvida em Salvador, Luciana Silva de Araújo, é possível comer acarajé sem descuidar do corpo e da saúde. “O bolinho leva ingredientes com alto valor nutritivo, como o feijão fradinho, rico em ferro, cálcio e potássio, e o azeite de dendê, que contém antioxidantes, como as vitaminas A e E, que evitam o envelhecimento precoce e combatem os radicais livres, causadores de lesões nas células”, afirma.
Como varia muito no tamanho e na quantidade de ingredientes no preparo, o valor nutritivo do acarajé é difícil de ser definido. Mas um estudo realizado pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no entanto, calcula que cada bolinho sem recheio em média tem 272 calorias. Com os acompanhamentos, a estimativa é de 323 calorias.
Números que para o administrador de empresas Anderson de Araújo, 35 anos, não se compara à satisfação de comer o acarajé. “Faço exercícios físicos regularmente e, como todo baiano, me dou ao direito de comer no mínimo um acarajé a cada 15 dias”, confessa.
Acarajé (Foto: Divulgação Hapvida)
Vilões para a saúde
Apesar dos benefícios nutritivos à saúde, a nutricionista alerta que, por se tratar de um alimento frito e com alto valor calórico, o acarajé deve ser consumido com moderação. “O azeite de dendê corresponde a cerca de 30% do valor nutricional do acarajé. Por ser frito, o bolinho tem uma grande quantidade de gorduras saturadas e pode causar indigestão, principalmente para quem não está acostumado”, afirma Luciana.
Extraído de uma palmeira conhecida como dendezeiro, o azeite de dendê tem a cor avermelhada pela presença de vitamina A. O aquecimento do óleo para fritura, entretanto, acaba destruindo parte desta vitamina e gerando a gordura saturada, o que eleva o colesterol ruim (LDL) e reduz o colesterol bom (HDL).
Para deixar o lanche mais saudável, é bom evitar algumas combinações. “É comum comer acarajé com refrigerante e pedir ainda uma porção extra de camarão seco. É muito pesada para o organismo. O camarão seco possui uma grande quantidade de sódio e corantes, assim como os refrigerantes. O ideal é pedir pouco camarão e para beber optar entre o suco natural e a água de coco”, aconselha. E para aquele que não resistiu à tentação e exagerou na dose, Luciana sugere o bom chá digestivo, como hortelã, alecrim e boldo.
Cuidados com a higiene
Herdeira de um famoso tabuleiro de acarajé, Elaine Michele Assis Cruz, 32 anos, mantém dois quiosques. O sucesso de vendas – em média 350 unidades por dia - está ligado à qualidade do acarajé que está há quatro gerações em sua família. “Todos os anos, faço questão de participar do curso que a Vigilância Sanitária realiza em Salvador, específico para a produção e manipulação de acarajé. Informações que repasso para todas as funcionárias que trabalham em nossos quiosques”, afirma.
Para garantir a qualidade dos quitutes, a nutricionista do Hapvida ressalta que é fundamental ficar de olho na maneira como o acarajé é preparado no tabuleiro da baiana. “Alguns cuidados são fundamentais, como manter as vestimentas limpas, não manusear dinheiro junto aos alimentos, armazenar os ingredientes em embalagens fechadas e em local refrigerado, e respeitar o prazo de validade de cada alimento”, enumera.
Acarajé (Foto: Divulgação Hapvida)
Cultura e tradição apimentada
Como faz parte da cultura, a venda do acarajé no tabuleiro da baiana deve seguir o que manda a tradição: as roupas nas cores do santo do dia, a saia rodada, os colares de contas e as pulseiras.
Regulamentada desde 1999, a atividade de ‘baiana do acarajé’ foi reconhecida em 2002 como bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e já foi homenageada em verso e prosa por artistas como Dorival Caymmi, Gal Costa, Carmem Miranda e Ary Barroso.
Atualmente, as baianas representam uma importante atividade econômica do Nordeste, com mais de 3 mil mulheres registradas na Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia. Dessas, 70% são chefes de família e mantêm a renda mensal com a venda do famoso quitute apimentado.
Elaine, que trabalha com a produção de acarajé desde os 12 anos, viu sua família se estruturar baseada na venda dos bolinhos. “O acarajé é a minha vida, nos proporcionou o acesso à educação. Sou formada e pós-graduada, mas quando me perguntam sobre a minha profissão, eu digo com orgulho: sou baiana do acarajé”. O acarajé é, portanto, um prato carregado de tradição adorado por todos, que se consumido com moderação faz bem à saúde.
Informe publicitário (Foto: Reprodução)

2 de set. de 2014

Dilma e Marina polarizam segundo debate de presidenciáveis na TV

Aécio também trocou acusações com presidente e criticou economia.
Sete dos 11 candidatos a presidente participaram do debate em São Paulo.

Do G1, em Brasília
Candidatos no estúdio do SBT durante o segundo debate entre presidenciáveis da campanha eleitoral (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)Candidatos no estúdio do SBT durante o segundo debate entre presidenciáveis da campanha eleitoral (Foto: Alice Vergueiro/Futura Press/Estadão Conteúdo)
segundo debate entre presidenciáveis da campanha eleitoral deste ano provocou nesta segunda-feira (1) o confronto entre as duas candidatas que aparecem empatadas em primeiro lugar – ambas com 34% – na disputa pela Presidência da República, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) deram preferência uma à outra nas oportunidades que tiveram para formular perguntas e foram priorizadas nas perguntas formuladas pelos jornalistas.
Organizado por SBT, "Folha de S.Paulo", Jovem Pan e UOL e mediado pelo jornalista Carlos Nascimento, o debate reuniu sete candidatos: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB) – veja a cobertura em tempo real.
O candidato do PSDB, Aécio Neves, terceiro colocado na pesquisa Datafolha, com 15%, trocou acusações com Dilma e concentrou as críticas ao governo na áreas da economia e da segurança pública. Ao final do debate, Aécio afirmou que a polarização entre as duas adversárias foi uma estratégia de Dilma. "No momento em que você fica atrás no sorteio do debate, você acaba entrando um pouco atrasado em alguns dos temas", afirmou. Ele disse que não fez perguntas para Marina em razão das regras do debate. "Quando iria fazer as perguntas, ela já havia sido perguntada duas vezes", declarou.
Dilma Rousseff durante debate entre presidenciáveis em SP (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Dilma Rousseff durante debate entre presidenciáveis
em SP (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Dilma e Marina
No primeiro bloco, de questionamentos entre os próprios candidatos, Dilma foi a primeira a ter o direito de formular pergunta e escolheu Marina para responder. Ela disse que as "promessas" que a adversária fez durante a campanha custarão pelo R$ 140 bilhões e quis saber de onde sairá o dinheiro.
Marina respondeu dizendo que não são promessas, mas compromissos. "Geralmente, quando é para subsidiar o juro do bancos, as pessoas, como dizia Eduardo Campos, não ficam preocupadas em saber de onde veio o dinheiro. Mas quando se trata de dizer que se vai tirar 10% para a educação, para que nossos jovens tenham igualdade de oportunidades,  quando se diz que vai ter o passe livre, para que eles possam ter acesso a escola, ao divertimento, aí vem essa pergunta", reagiu a candidata do PSB.
No segundo bloco do programa, Marina foi questionada por um dos jornalistas se o fato de não divulgar as empresas que lhe pagaram R$ 1,6 milhão nos últimos três anos por palestras não contradiz a "nova política" que tem pregado. A escolhida para comentar foi Dilma.
Ao responder, Marina disse não ser contrária à revelação, mas que está impedida de fazer isso por exigência contratual das empresas e que, se estas concordarem em revelar, não fará objeção. "Vivo honestamente daquilo que faço, todo mundo sabe que dou palestras para poder levar a mensagem do desenvolvimento sustentável em todo o Brasil", disse.
Marina Silva no segundo debate entre candidatos a presidente da campanha eleitoral (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Marina Silva no segundo debate entre candidatos a
presidente da campanha eleitoral (Foto: Paulo
Whitaker/Reuters)
Ao comentar a resposta, Dilma disse que, quando se assume um cargo público, "a transparência é uma necessidade". A presidente em seguida passou a falar sobre a "governabilidade" e em favor da negociação na política.
Marina rebateu dizendo que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva também poderiam divulgar quanto ganham com palestras. "Eu busco a transparência e acho que essa transparência deveria estar também para os R$ 500 bilhões que foram destinados ao BNDES sem que estivessem no Orçamento público. Isso sim diz respeito à vida dos brasileiros", afirmou a candidata do PSB.
Depois, Dilma e Marina intensificaram as críticas uma à outra. Questionada sobre a economia em recessão e a insatisfação da população, Dilma defendeu sua gestão argumentando que os governos petistas tiraram 36 milhões de pessoas da pobreza e elevaram 42 milhões à classe média, disse que recessão é "momentânea", causada pela crise internacional, menos dias úteis no ano e pela seca.
Ao comentar, Marina disse que Dilma não consegue reconhecer seus erros. "Ela se elegeu dizendo que ia controlar a inflação, manter o país em crescimento e ia fazer com que os juros baixassem. Hoje nós temos inflação alta, temos baixo crescimento e nós temos uma situação de juros altos. E a população paga um preço muito alto pela péssima qualidade do serviços que estão prestados", disse a candidata do PSB, lembrando das manifestações de junho de 2013.
Na réplica, Dilma disse que a autonomia do Banco Central, proposta por Marina, "só levará a maior dificuldade na regulação do mercado financeiro, o que aliás, foi um dos pontos centrais quando houve a crise no mercado internacional". Dilma atacou os "pessimistas de plantão", lembrando o êxito na organização da Copa. "O pessimismo é uma péssima forma de avançar, porque você começa desistindo", afirmou.
Outra discussão entre Marina e Dilma foi sobre o petróleo. A petista perguntou à adversária se ela tinha desprezo pelo pré-sal. Marina negou, dizendo que trata-se de uma riqueza necessária para investir na educação.
"Nós estamos reafirmando a necessidade de continuar explorando essa fonte de energia. No entanto, nós não podemos ter uma visão de ficar apenas onde a bola está. Nós temos que ir para onde a bola vai estar", disse Marina, citando o potencial de geração de energia com biomassa, fontes eólica e solar, "negligenciadas", segundo ela, no governo Dilma.
“O maior perigo para o pré-sal é o que foi feito com a Petrobras, uma empresa que perdeu o seu valor e que foi usada politicamente para poder dar conta dos índices de crescimento que não aconteceram e para reduzir o risco da inflação de forma inadequada", completou.
Em resposta, Dilma rebateu dizendo que o Brasil investe em energia eólica e que "o petróleo não pode ser demonizado como a senhora fala".
Aécio Neves no segundo debate entre candidatos a presidente (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)Aécio Neves no segundo debate entre candidatos
a presidente (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Aécio
O candidato do PSDB, Aécio Neves, se confrontou pela primeira vez com Dilma ao responder a uma das perguntas de jornalistas, sobre escândalos de corrupção que envolveram o PSDB. Ele foi questionado se o partido não era tolerante com a corrupção – Dilma foi escolhida para comentar.
O tucano disse que a "marca" do partido é a "austeridade". "Nós jamais transformamos, e jamais transformaremos, eventuais filiados ao partido que tenham cometido qualquer crime em heróis nacionais", afirmou, em referência à defesa que o PT fez de filiados ao partido condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal.
Dilma afirmou que, no governo dela, a corrupção "jamais foi varrida para debaixo do tapete" e disse que respeitou a autonomia da Procuradoria Geral da República ao indicar o primeiro da lista enviada a ela por procuradores para a escolha do procurador-geral. Ela usou esse argumento para criticar o governo Fernando Henrique Cardoso, no qual, segundo afirmou, havia um "engavetador-geral da República".
Aécio refutou, dizendo que um ex-diretor da principal empresa pública do país, a Petrobras, está preso e que o governo tenta manipular as informações para impedir as investigações de forma adequada.
O candidato do PSDB também questionou Dilma sobre o baixo investimento em segurança pública. Ele disse que, do conjunto de investimentos em segurança pública, somente 13% foram feitos com recursos da União.
Dilma afirmou que o governo federal deu apoio financeiro de R$ 141 milhões para Minas Gerais criar vagas em presídios e mencionou parceria com o governo de Minas em todas as grandes obras de mobilidade urbana do estado, como o metrô de Belo Horizonte.
Aécio afirmou que as propostas de Dilma são as mesmas de quatro anos atrás. Segundo ele, em Belo Horizonte, "ganha um prêmio quem andar em um palmo de metrô construído pelo governo do PT nos últimos 12 anos".
Veja abaixo frases dos presidenciáveis durante o debate:
Dilma - debate - 2 (Foto: Reprodução)
Marina - debate (Foto: Reprodução)
Aécio Neves - debate - 2 (Foto: Reprodução)
Pastor Everaldo - debate - 2 (Foto: Reprodução)
Luciana Genro - debate - 2 (Foto: Reprodução)
Eduardo Jorge - debate (Foto: Reprodução)
Levy Fidelix - debate - 2 (Foto: Reprodução)

1 de set. de 2014

Detentos matam mais um preso em rebelião no AM e se entregam à PM

Mais cedo, outro preso foi decapitado e teve cabeça e mão jogadas na rua.
Eles reclamam de superlotação; prisão tem capacidade para 36, e abriga 149.

Marcos DantasDo G1 AM
Presos fazem motim em Parintins (Foto: Ocimar Lima/TV Amazonas)Presos fazem motim em Parintins
(Foto: Ocimar Lima/TV Amazonas)
Mais um detento foi morto na rebelião no presídio de Parintins, município a 369km de Manaus. Após a confirmação do novo homicídio, os presos se entregaram à polícia, dando fim ao motim que teve início por volta de 12h30 desta segunda-feira (1º). Mais cedo, outro detento foi assassinado decapitado, e teve a cabeça e uma das mãos jogadas na rua. De acordo com o Tenente Coronel Valadares, que comanda a operação, foi confirmada uma segunda morte, mas a polícia ainda não sabe as circunstâncias da mesma. Nenhum dos dois mortos durante a rebelião foi identificado até o momento.Ainda segundo Valadares, os 136 presos do regime fechado que saíram com vida da rebelião se entregaram espontaneamente e foram encaminhados à quadra de uma escola que fica em frente ao presídio. A Polícia Militar (PM) deve fazer uma revista na unidade na manhã desta terça-feira (2), a procura de armas.
Entenda:A Tropa de Choque da PM, da capital, ainda é aguardada em Parintins para auxiliar no remanejamento dos presos para suas respectivas celas, que, pelo fato de a unidade ter sido muito depredada, deve acontecer somente na terça. O local está sem energia elétrica, porque, segundo a PM, os detentos atearam fogo em várias partes da unidade, incluindo a caixa de distribuição do presídio.Os presos reclamam da superlotação da unidade prisional. Atualmente, o presídio, que tem capacidade para 36 presos, abriga 149 detentos. Logo após o início do motim, 17 presos saíram da unidade, afirmando à polícia que não queriam participar da rebelião. Horas depois, presos que realizam o motim subiram no muro da penitenciária, e outro pulou, se entregando à polícia, também declarando que não concordava com o motim.

Baiano tem cabeça virada para trás e diz: 'não tenho do que me queixar'

Claudio Oliveira nasceu com anomalia, mas nunca quis saber a origem dela.
'Não enxergo nada de cabeça para baixo', garante morador de Monte Santo.

Tatiana DouradoDo G1 BA
Claudio Oliveira, baiano de Monte Sangue com cabeça virada para trás (Foto: Arquivo pessoal)Claudio Oliveira, baiano de Monte Sangue com cabeça virada para trás (Foto: Arquivo pessoal)
Claudio Vieira de Oliveira, morador de Monte Santo, sertão da Bahia, convive há 38 anos com doença rara, que nunca quis saber qual é. Ele tem as pernas atrofiadas, os braços colados no peitoral e a cabeça virada para trás, sustentada pelas costas. Para quem o vê, parece que ele enxerga tudo de cabeça para baixo e que tem dificuldade em comer, beber ou respirar. Mas não. Ele garante que é saudável e que todo funcionamento do organismo acontece de modo padrão. Em conversa com o G1, nesta segunda-feira (1°), Oliveira, que dá palestras motivacionais há mais de 10 anos, confessa que a única pessoa que consegue, por segundos, erguer a cabeça é seu cabelereiro.
Claudio Oliveira com Zico (Foto: Arquivo pessoal)Claudio Oliveira com Zico no ano de 2009, em um jogo de artistas (Foto: Arquivo pessoal)
Ele garante que vê como se tivesse a cabeça na posição normal. "Eu não enxergo nada de cabeça para baixo. Eu brinco que o mundo é que está de cabeça para baixo. Eu enxergo tudo normal. Inclusive, se alguém me dar algo pra eu ler, a pessoa vira o objeto de cabeça para baixo e eu desviro. Eu leio normal. É apenas a posição da cabeça”, garante.
Ele nasceu no dia 1º de abril de 1976, na casa dos pais e, desde então, só vai aos médicos para exames de rotina. “Naquela época, não se tinha recursos. Minha mãe nunca tinha feito pré-natal. Mas a gravidez foi normal e eu tenho cinco irmãos. O próprio médico afirmou que eu não sobreviveria nem por 24 horas. Ele se enganou, foi diferente e hoje tenho 38 anos. Não foi fácil, porque o caso é raro, mas minha mãe e meus irmãos sempre me trataram de forma normal. Com o passar dos anos, passei a me adaptar”.
Claudio Oliveira em 2000, quando encontrou Papa João Paulo II, no Vaticano (Foto: Arquivo pessoal)Claudio Oliveira em 2000, quando encontrou Papa João
Paulo II, no Vaticano (Foto: Arquivo pessoal)
Ele relembra que começou a se acostumar com sua forma física, de fato, aos sete anos. Nessa época, deixou de andar de forma rastejante para transitar de joelhos, como acontece até hoje. Se o piso for desconfortável, Claudio Vieira usa uma sandália adquirida pelo Sarah Kubitschek, em Salvador.
A história ganhou maior repercussão essa semana, quando foi contada em diversos veículos de imprensa internacional, como no Daily Mirror, Daily Mail e Metro. O baiano recebeu uma equipe de jornalistas de Londres, no ano passado. Foi quando ficou sabendo que a anomalia se chama artrogripose múltipla congênita (AMC). “Foi o primeiro diagnóstico que eu tive. Nasci dessa forma, dessa forma vou ficar. As pessoas me perguntam o que é, mas não tenho resposta para dar. É um mistério mesmo”, disse.

Ler e escrever aprendeu em casa, depois de pedir à mãe. A vontade surgiu ao observar a rotina dos irmãos indo à escola. “Ela tinha medo de sofrer preconceito e conseguiu uma professora para me dar aula particular. Depois, eu mesmo comecei com o lápis com a boca e comecei a rabiscar. Passei a me aperfeiçoar a escrever com a boca”, afirma. Com cinco mil amigos no Facebook, por exemplo, Claudio é um usuário ativo da internet. Para isso, ele deita na cama e digita com a caneta. Quanto mouse, manuseia com o queixo. Com dependência parcial, ele também não precisa de ajuda para falar ao telefone ou se alimentar. Inclusive, lançou um DVD sobre a sua história e foi ele quem fez o design gráfico da capa. “Eu me adaptei tanto que não não percebo que sou uma pessoa portadora de necessidades especiais. Não tenho preconceito comigo mesmo. Sei de relatos de pessoas que têm deficiência física que se esquivam bastante, a própria família se fecha. Minha mãe foi diferente. Sempre me liberou a ter convívio com social, sair com amigos, eu vou a festa, principalmente as de largo”, comenta.
Em 2000, passou a dar depoimentos em igrejas, a convite de amigos, e tomou o gosto para fazer palestras motivacionais. “É a minha forma de sobrevivência. Sou de uma família humilde, mas estruturada. Eu pretendo ter uma vida bem melhor através do meu trabalho. Meu sonho é conseguir ter uma vida confortável. Se eu parar no tempo, com a idade, vou ficar limitado e não quero aumentar a minha limitação. Não tenho o que me queixar ou me lamentar”, afirma.